Acordei numa quinta-feira, em fevereiro de 2008, e ao entrar no banheiro pensei: "faço o teste hoje ou espero sábado? Se der positivo terei o fim de semana para me acostumar com a situação"... O racional seria esperar até sábado pela manhã, porque sei como sou ansiosa, emotiva, etc ... mas justamente em razão da ansiedade, antes de responder a mim mesma a pergunta acima, já havia aberto o pacote do teste. Bom, "agora que já comecei, mãos a obra ... vamos logo tirar a dúvida."
POSITIVO!!!
Tremedeira ...
Li e reli as instruções da bula do teste de farmácia: "uma linha é negativo; duas linhas é positivo. Bom, se apareceram duas linhas então é positivo, não é isso? Será que entendi direito?" ... parecia que eu havia perdido totalmente minha capacidade de interpretar texto. Acho que li as instruções da bula umas 4 vezes até me convencer de que eu havia entendido corretamente: se apareceram duas linhas é porque estou grávida.
Sai do banheiro com o teste na mão e chamei pelo Wellington, que já estava na cozinha, tomando seu leite. Minhas mãos ainda tremiam muito e meu rosto devia estar bem diferente, porque a cara que ele fez ao me ver no corredor foi de espanto: "O que foi Ju?". Mostrei o teste pra ele, tremendo e começando a chorar: "to grávida".
Não sei porque eu chorei, acho que foi de nervoso, misturado com emoção, minha vida nunca mais seria a mesma.
Só parei de tremer quando ele me disse "mas por que você está chorando? Vamos ter um filho!"
Voltamos os dois para a cama e ficamos olhando um para a cara do outro, sem dizer nada, com umas caras de "exclamação". Depois de alguns minutos ali, quietos, quebrei o nosso silêncio com uma frase que revela muito meu jeito de ser: "Meu Deus, tenho tanta coisa pra pensar e resolver agora ...", como se nosso filho fosse nascer naquela manhã ...
Passei a me sentir diferente desde aquele dia, muito mais feliz!
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
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