Não vou descrever aqui todo o transcurso da gravidez, mês a mês, porque agora já estou há uma ou duas semanas da data de o Vinícius nascer, e, como toda mulher que já passou por uma gravidez completa sabe, nestes últimos dias a gente fica completamente impaciente.
Posso resumir que o primeiro trimestre não foi fácil, devido a enjôos e mal estares hormonais. O segundo trimestre foi o período mais tranquilo. O terceiro trimestre .... bom, o terceiro trimestre é preciso dividir em duas partes:
a) 7° e 8° mês,que foram relativamente tranquilos também. Nestes meses a barriga já estava crescidinha, dificultando algumas atividades, mas por outro lado passou a ser muito gostoso sentir o bebê se mexendo e poder ver seu rostinho nos ultrassons;
b) e o 9° mês, cansativo ao extremo. Quando eu entrei no último mês um colega de trabalho me disse "a gravidez dura 8 meses e 1 ano", comparando o nono mês com a demora de um ano. Acho que ele tem razão. Essa frase define bem estes últimos 30 dias.
Pela previsão inicial da minha obstetra (Dra Mariza), o Vinícius nasce no dia 21 de outubro, que é exatamente uma semana contada de hoje. Será? As vezes parece que ele está tão tranquilo no seu cantinho aconchegante que chego a pensar que a gravidez ainda está longe do fim ... Mas a vontade de vê-lo frente a frente, de abraçá-lo, amamentá-lo e ficar olhando ele dormir é tanta, que eu queria que dia 21 fosse hoje.
Faz uma semana que entrei em licença maternidade, porque já não estava conseguindo trabalhar, devido às dores nas costas, na parte baixa da barriga e dificuldade de me locomover. Parei de trabalhar no momento certo.
Estes últimos dias tem sido da cama para o sofá, sempre com as permas para cima, para tentar diminuir o inchaço; bolinhas de tênis nas costas para fazer a "auto massagem" que aprendi na hidroginástica para gestantes; vetilador na cara; e praticamente pelada.
Mas agora falta pouco, e sei que tudo vale a pena, pois estou a poucos dias de me tornar mãe, que é algo que me faltava para me sentir realizada como mulher.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
O dia em que descobri que estava grávida
Acordei numa quinta-feira, em fevereiro de 2008, e ao entrar no banheiro pensei: "faço o teste hoje ou espero sábado? Se der positivo terei o fim de semana para me acostumar com a situação"... O racional seria esperar até sábado pela manhã, porque sei como sou ansiosa, emotiva, etc ... mas justamente em razão da ansiedade, antes de responder a mim mesma a pergunta acima, já havia aberto o pacote do teste. Bom, "agora que já comecei, mãos a obra ... vamos logo tirar a dúvida."
POSITIVO!!!
Tremedeira ...
Li e reli as instruções da bula do teste de farmácia: "uma linha é negativo; duas linhas é positivo. Bom, se apareceram duas linhas então é positivo, não é isso? Será que entendi direito?" ... parecia que eu havia perdido totalmente minha capacidade de interpretar texto. Acho que li as instruções da bula umas 4 vezes até me convencer de que eu havia entendido corretamente: se apareceram duas linhas é porque estou grávida.
Sai do banheiro com o teste na mão e chamei pelo Wellington, que já estava na cozinha, tomando seu leite. Minhas mãos ainda tremiam muito e meu rosto devia estar bem diferente, porque a cara que ele fez ao me ver no corredor foi de espanto: "O que foi Ju?". Mostrei o teste pra ele, tremendo e começando a chorar: "to grávida".
Não sei porque eu chorei, acho que foi de nervoso, misturado com emoção, minha vida nunca mais seria a mesma.
Só parei de tremer quando ele me disse "mas por que você está chorando? Vamos ter um filho!"
Voltamos os dois para a cama e ficamos olhando um para a cara do outro, sem dizer nada, com umas caras de "exclamação". Depois de alguns minutos ali, quietos, quebrei o nosso silêncio com uma frase que revela muito meu jeito de ser: "Meu Deus, tenho tanta coisa pra pensar e resolver agora ...", como se nosso filho fosse nascer naquela manhã ...
Passei a me sentir diferente desde aquele dia, muito mais feliz!
POSITIVO!!!
Tremedeira ...
Li e reli as instruções da bula do teste de farmácia: "uma linha é negativo; duas linhas é positivo. Bom, se apareceram duas linhas então é positivo, não é isso? Será que entendi direito?" ... parecia que eu havia perdido totalmente minha capacidade de interpretar texto. Acho que li as instruções da bula umas 4 vezes até me convencer de que eu havia entendido corretamente: se apareceram duas linhas é porque estou grávida.
Sai do banheiro com o teste na mão e chamei pelo Wellington, que já estava na cozinha, tomando seu leite. Minhas mãos ainda tremiam muito e meu rosto devia estar bem diferente, porque a cara que ele fez ao me ver no corredor foi de espanto: "O que foi Ju?". Mostrei o teste pra ele, tremendo e começando a chorar: "to grávida".
Não sei porque eu chorei, acho que foi de nervoso, misturado com emoção, minha vida nunca mais seria a mesma.
Só parei de tremer quando ele me disse "mas por que você está chorando? Vamos ter um filho!"
Voltamos os dois para a cama e ficamos olhando um para a cara do outro, sem dizer nada, com umas caras de "exclamação". Depois de alguns minutos ali, quietos, quebrei o nosso silêncio com uma frase que revela muito meu jeito de ser: "Meu Deus, tenho tanta coisa pra pensar e resolver agora ...", como se nosso filho fosse nascer naquela manhã ...
Passei a me sentir diferente desde aquele dia, muito mais feliz!
Assinar:
Postagens (Atom)
